HISTÓRIA DE RIACHÃO DAS NEVES - BAHIA
Antes de falar de Riachão das Neves já conhecido em todos os seus termos, sejam culturais, econômicos, religiosos e políticos temos que refazermos uma viagem no passado, mais precisamente no dia 10 de março de 1534 quando Duarte Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, recebia do Rei de Portugal D. João III, através da carta de Évora, documento de adoção das terras da referida capitania sendo assim o primeiro, Garcia D'Ávila, avançou em direção ao São Francisco, construindo a determinadas distâncias um curral e uma choupana, e aí deixava 20 novilhas e um reprodutor e, para cuidar do rebanho, um casal de escravos.
Dessa forma, tornou-se o primeiro latifundiário do São Francisco, para que possamos entender e conhecer melhor a história deste município e dos primeiros moradores que habitavam esta terra, remota á história do inicio da colonização do Brasil, Riachão das Neves, é banhado por vários rios mais se destaca um dos maiores e principal afluente do Rio São Francisco o Rio Grande por onde seus primeiro moradores chegaram. É bem verdade que os primeiros habitantes presentes no que chamamos hoje de Oeste Baiano, antes mesmo dos Portugueses aqui chegarem foram os indigínas, cinco eram os povos indígenas que habitavam a região: os Acroás e os Xacriabás, que habitavam as margens do Iaçu, nome dado por eles ao rio grande; os Craós, no alto rio preto, os Xerentes, que tinham sua principal aldeia localizada no lugar Pontal, na Serra do Boqueirão, próximo ao local onde o rio preto desagua no rio grande, no município de Mansidão e por fim os Aricobés.
Em Carta Régia enviada ao então 32º governador-geral do Brasil, D. João de Lencastre, datada de 2 de dezembro de 1698, o novo rei de Portugal, D. Pedro II, determinou que fossem fundados "núcleos de civilização" (ou "postos de vigilância") nas bacias do rio São Francisco, do rio Grande e do rio Preto, para atender aos pedidos dos habitantes locais que chegavam insistentemente à Lisboa, solicitando segurança contra os ataques dos índios às suas fazendas e também reivindicando maior presença na região de instituições que representassem o Estado.
Além disso, a metrópole percebeu a necessidade da presença de colonos naquela região para garantir aos portugueses a posse das terras. Mais acima de tudo a missão era: povoar a região e eliminar os índios. O certo é que as tribos foram dizimadas na região com exceção dos índios, que viviam justamente onde hoje é Riachão das Neves, e pode ser provado nos vestígios encontrados em alguns lugares do município especialmente na serra do sarapó, no povoado de Canudos onde podemos perceber que ali viveu sim os indígenas, por serem de índole mansa os Aricobés. Foram poupados e posteriormente catequizados existe ainda remanescente desta comunidade indígena no município de Riachão das Neves, o primeiro lugar do município foi seu Porto Nupeba, as margens do Rio Grande responsável pela existência do município os primeiros moradores que vieram para as margens do Riacho e da Fazenda Neves foram: PELIPE BENICIO, ANTONIO JOAQUIM BORGES, JOSÉ VASCO DE MAGALHÃES E JOÃO CRISOSTOMO DA SILVA RESENDE, que juntamente com os colonos vindos das Províncias de Pernambuco e Bahia, povoarão tudo o que é hoje o município de Riachão das Neves.
O município da Barra se tornou a primeira cidade da região no ano de 1.752, em 1.810, D. João VI, rei de Portugal, com a Família Real já no Brasil, criou a Comarca do Sertão de Pernambuco, nas terras á margem esquerda do Rio São Francisco. Mais tarde, Comarca do São Francisco, na localidade de Barra do São Francisco, portanto toda esta região e as terras da Fazenda Neves e o Porto Nupeba, estavam na jurisdição de Pernambuco e da Comarca da Barra do São Francisco. Em 1820, pelo Alvará Régio, a localidade de Campo Largo passou a ser município, e a Fazenda Neves e seu Porto Nupeba, como toda a região, passou a pertencer ao município de Campo Largo, hoje Cotegipe, de onde Riachão das Neves foi desmembrado.
Aconteceram alguns episódios que maçarão nossa história tanto nos aspectos regionais como nacionais e que aconteceram ao longo do Rio São Francisco e que tem tudo haver com nossa existência hoje, a Inconfidência Mineira, em 1789, ocorreu no Vale do São Francisco, pois Vila Rica, ou Ouro Preto de hoje, está no Vale do São Francisco, na Bacia de seu afluente rio das Velhas.
Outro fato que gravou a história do São Francisco ocorreu em 1817, ainda no reinado de D. João VI, os pernambucanos fizeram uma revolução para se desligar do Brasil e proclamar a república, com nome de Confederação do Equador. Foram vencidos pelas tropas do reino, os líderes condenados à morte e a principal punição a perda de mais de 80% do seu território, curiosamente do que chamamos de oeste baiano hoje, inicialmente, foi anexado a Minas Gerais, mas depois retornou a Pernambuco devido a impossibilidade da administração mineira. Após a independência, com a dissolução da Assembléia Constituinte de 1823, ordenada pelo Imperador Dom Pedro I, Pernambuco negou-se a jurar a Constituição outorgada de 1824, proclamando a sua independência e a separação do Brasil, sob a liderança de Frei Caneca, líder republicano e federalista.
Diante desse novo ato revolucionário, vencido por D. Pedro I, foi transferida em represália, a referida Comarca do Rio São Francisco novamente para a então província de Minas Gerais, provisoriamente em 1824.
Como seu governo encontrava-se em crise, dirigiu-se o Imperador, à província de Minas Gerais, em busca de apoio que foi negado pelos mineiros. Na Bahia, em 1826, D. Pedro I, obteve o apoio negado por Minas e, para recompensar o gesto, o Imperador transferiu mais uma vez, a Comarca do Rio São Francisco para a Bahia, em caráter provisório e que permanece até os dias atuais, a parti daí passou a integrar a Sesmaria da Casa da Ponte de Antonio Guedes de Brito. Entre os anos de 1891 e 1970, com os constantes tráfegos regularmente entre Juazeiro, Bahia, passando por Barra e Campo Largo, hoje Tagua, subindo mais o Rio Grande, chegava ao Porto de Nupeba, ponto de grandes negócios, portanto antes mesmo do município seu porto nasceu primeiro. É bem verdade que a região onde é hoje o município de Riachão naquela época foi impulsionada pela grande produção de rapadura, açúcar e a criação de gado e tudo era distribuído pelo seu porto Nupeba, inclusive as viagens do povo de nossa região até o ano de 1958, eram feitas pelo Rio Grande, pois não havia estradas em nossa região. Por volta de 1800 foi construída ao lado das barrancas do Rio Grande uma Igrejinha, no mês de fevereiro de 1919, ouve uma grande cheia e as águas do rio levaram a Igreja e a única imagem que tinha na Igreja São José, marido de Maria Mãe de Jesus.
Por serem seus habitantes em sua grande maioria católicos foi construída outra Igreja em uma rua estreita e com o crescimento do lugarejo no dia 19 de marco de 1950, foi inaugurada numa praça, ao alto uma igreja mais confortável capaz de abrigar cerca de 500 fieis a parti desta data em homenagem ao rio grande e a imagem de São José que não conseguiram salvar nas cheias de 1919, foi mudado o nome do lugarejo de Nupeba para São José do Rio Grande, pela importância principalmente econômica do lugar e do porto.
Logo após a criação do município desembarcou no dia 28 de abril de 1963 o primeiro Delegado o senhor Bartolomeu Batista Lopes para comandar a segurança do então município recém criado a mando do Coronel Cazuzeira. O topônimo que originou o nome do município são dois elementos: o primeiro foi a Fazenda Neves e o segundo o Riacho que banha a sede do município.
A fazenda Neves ainda existe hoje o Povoado Neves como também o grande Riacho a assim chamado pelos antigos moradores é uma recordação principalmente para os mais velhos que atualmente só existe água no período das chuvas, uma curiosidade o Riacho era tão grande que há 70 anos dava para navegar nele, em 26 de Julho de 1934, Riachão, foi elevado a Vila do município de Cotegipe, razão pela qual a sua padroeira é Nossa Senhora Sant`Ana, as chamas da emancipação política do município de Riachão ficaram claras em 1954 quando vários ilustres filhos de Riachão foram vereadores pelo município de Cotegipe, alguns deles, Severiano Crisostomo, Joaquim Arruda, Armias Pereira de Matos, sem contar que antes teve outros tantos especiais entre estes, Joaquim Miguel, Aprígio Crisostomo Filho, Aylon Macedo, João Muniz de Souza, Salvador Gonçalves de Carvalho, José Antonio Borges, no ano de 1959, foi eleito o filho de Riachão Nelson Carvalho da Cunha, prefeito em Cotegipe, Riachão, só lembrando que Riachão é a única cidade da região que ouve dois plebiscitos para se emancipar simplesmente porque o Deputado Juarez de Souza fez aprovar na Assembléia Legislativa da Bahia a emancipação política de Riachão das Neves, e fez constar do mapa do novo município o distrito de Taguá, sem a anuência do Coronel Cazuzeira que preferia continuar adversário político de CHICOTE, patriarca dos Mariani de Cotegipe.
E quando a Justiça Eleitoral marcou as eleições plebicitárias de consulta aos moradores da área que seria desmembrada de Cotegipe, enquanto o Coronel CHICOTE, pensava em ficar livre de CAZUZEIRA, este se declarou contrário á emancipação porque, se aprovado, Taguá ficaria do lado de Riachão das Neves, então em 1960, o primeiro plebiscito o povo votou da seguinte forma: Riachão só votavam 222 pessoas e foram todos “não”, para que Riachão passasse a ser município tudo isso acompanhado de perto e presidido pelo Dr. OLIVAL GOMES DA SILVA, juiz de Direito da Comarca de Barreiras, o povo já eufórico e nas ruas pulando carnaval, quando chega o Coronel Cazuzeira com a urna debaixo do braço acompanhado de sua comitiva, para ser mais sensato muitos jagunços, o Coronel ao chegar ao distrito perguntou seu compadre Zezinho Periperi, compadre que festa é esta? Disse seu Zezinho “o povo comemorando a emancipação do município ” Retrucou o Coronel, “vocês estão contado com o ovo ainda na galinha”, Porque aqui só votam 222 eleitores e lá em Taguá, votam 226 eleitores e votaram 225, “sim” para que Riachão continuasse distrito de Cotegipe, só teve um voto “não”, e amanha mesmo ele vai embora de Taguá, se referindo ao Telegrafista que residia em Taguá e votou a favor de Riachão e realmente aconteceu como o Coronel disse foram 02 votos contra a emancipação do município.
Não se pode deixa de dizer que tudo isso houve justamente por medo dos moradores do Coronel Cazuzeira, principalmente dos que residiam em Taguá, ficou provado que ele comandava a região politicamente e era contrario a emancipação de Riachão, um dos motivos era o porto de São José do Rio Grande, onde os negócios e principalmente a vida econômica do Riachão acontecia, na segunda tentativa, mais precisamente no ano de 1961, especialmente por uma manobra orquestrada por João Muniz de Souza, dizendo que tinha feito no primeiro plebiscito uma delimitação errada e que participaram pessoas que não era do município, houve o segundo plebiscito, e desta vez foi quase que maioria em prol do desmembramento de Cotegipe, deixando claro que ainda houve 42 contraria e o povo de Taguá não votaram. Mais o tão sonhado dia pelo qual buscou vários que lutaram incansavelmente pela emancipação de Riachão aconteceu em 19 de Julho de 1.962, através da Lei 1.731, promulgada pelo então Governador do Estado da Bahia Excelentíssimo Senhor Juracy Magalhães, lei esta de autoria do saudoso deputado estadual Juarez de Souza o qual se tornou Patrono do município.
Os Riachãoenses em forma de agradecimento e gratidão homenagearam o seu Patrono com o nome na rua principal da sede, que se chamava Coronel Cazuzeira em represaria, por ser contra a emancipação os moradores passaram a chamar a avenida de rua Grande, então a partir de 19/07/1962, passou a se chamar Avenida Juarez de Souza, nesta longa história existem datas inesquecíveis para o município como a primeira eleição do município em 07 de outubro de 1962 e a posse dos eleitos era dia 07 de abril de 1.963, como tava prevista na Lei de criação do município mais só aconteceu no dia 08 de abril de 1963. Sendo seu primeiro prefeito o Senhor Aylon Macedo, que teve que abandonar o cargo de vereador do então município de Barreiras para se candidatar a prefeito de sua terra natal o primeiro presidente da Câmara de Vereadores foi o Senhor Armias Pereira de Matos e o primeiro Vice-Prefeito do Município foi o Senhor Sebastião Batista Lopes. O Riachão das Neves continua e será sempre especial primeiro pelo povo que tem de acordo o último censo do IBGE, total de habitantes 22.528, com uma extensão territorial de 5.840km. O município é uma referencia e destaca-se no cenário baiano e nacional como um dos maiores produtores de grãos chegando a se visualizar como o terceiro maior produtor do Norte Nordeste do Brasil e uma agropecuária de destaque figurando entre as primeiras da região do oeste baiano.
Entretanto fica claro que o Riachão das Neves, tem uma história linda para ser contada e mostrada, em todos os seguimentos, mais é sem duvidas que na parte cultural, que somos diferente do estado da Bahia que há 184, matem provisoriamente o controle desta região. E é peculiar dos Riachãoenses a imensidão de diversidades culturais, primeiro porque somos todos Brasileiros, segundo porque já fomos Pernambucanos, Mineiros e Baianos. E sonhamos em ter o nosso próprio Estado.
O Estado do Rio São Francisco.
Rumo à emancipação.
Frei Caneca dizia:
“ Quem bebe da minha caneca só tem sede de liberdade".
Espero que o povo da nossa região tenha sede de Emancipação e liberdade
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de Riachão das Neves
2 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
CEP 47970-000
DDD - 77
Voltagem: 220 volts
Distância da Capital: 912 km
Área: 6.533 km²
Temperatura: entre 14 e 34ºC
População total: 21.966 habitantes.
Habitantes Homens residentes 11.372 habitantes
Pessoas residentes - área urbana 10.257 habitantes
Pessoas residentes - área rural 11.660 habitantes
Pessoas residentes - 10 anos ou mais de idade 16.762 habitantes
Pessoas residentes - 10 anos ou mais de idade - alfabetizada 10.854 habitantes
Pessoas residentes - 10 anos ou mais de idade - taxa de alfabetização 64,80 habitantes
Pessoas residentes - 0 a 4 anos de idade 2.398 habitantes
Pessoas residentes - 5 a 9 anos de idade 2.757 habitantes
Pessoas residentes - 10 a 19 anos de idade 5.952 habitantes
Pessoas residentes - 20 a 29 anos de idade 3.299 habitantes
Pessoas residentes - 30 a 39 anos de idade 2.368 habitantes
Pessoas residentes - 40 a 49 anos de idade 1.885 habitantes
Pessoas residentes - 50 a 59 anos de idade 1.412 habitantes
Pessoas residentes - 60 anos ou mais de idade 1.846 habitantes
Primeiro Prefeito do Municipio: Aylon Marcedo ano de 1962
Primeiro Vice Prefeito do Municipio: Sebastião Batista Lopes no ano de 1977
Primeiro Presidente da Câmara Municipal: Armias Pereira de Matos no ano de 1963.
PODER JUDICIÁRIO
Fórum Joarez de Souza, nº 56, CEP 47970-000 Telefone: (77) 624 2262
Juiz Titular: Gustavo Rubens Hungria
MINISTÉRIO PÚBLICO
Fórum Joarez de Souza, nº 56, CEP 47970-000 Telefone: (77) 624 2262
Promotor Público: Wilson Figueredo
DELEGACIA DE POLÍCIA
Delegado Titular: Charlton Fraga Bortollini
Comandante da Polícia Militar: Eliete Vasconcelos
PARTIDOS POLÍTICOS DO MUNICÍPIO.
PTN - Partido Trabalhista Nacional - Presidente Sthephenson Elves
PP - Partido Progressista - Presidente Helenice Dias Arruda
PSC - Partido Social Cristão - Presidente Bonifácio
PT - Partido dos Trabalhadores - Presidente Francisco de Assis
DEM - Democratas - Presidente Sid James Lopes
PRB - Partido Republicano Brasileiro - Presidente Paulo
PRT - Presidente - Osmario Cunha
IGREJAS EVANGELICAS
Assembleia de Deus - Ministerio de Madureira Pr Presidente -
Assembleia de Deus Ministerio São Cristovão Pr Presidente -
Igreja Adventista do 7ª. Dia Pr -
Igreja Missões dos Servos Independetes Pr -
Igreja Batista Pr -
PARÓQUIA DE SANTANA - DIOCESE DE BARREIRAS

Pároco: Pe. Edizio
Av. Juarez de Souza, 117 - Centro
Telefax: 77-624-2192
SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE RIACHÃO DAS NEVES
Presidente: Primázio Cardoso
Rua XV de Novembro, S/Nº
CONSELHOS MUNICIPAIS ATUANTES
Conselho de Alimentação
Conselho de Assistência Social
Conselho de Educação
Conselho da Saúde
Conselho de Meio Ambiente
Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável
OUTRAS INSTITUIÇÕES
ADAB, BANCO DO BRASIL, CORREIOS, COELBA, EMBASA, FSESP.
AS ASOCIAÇÕES DE PRODUTORES RURAIS E PESCADORES DE RIACHÃO DAS NEVES
Ass. de Desenvolvimento Agropecuário da Bahia Presidente - Bem Hur
Ass. de Peq. Prod. Rurais de Canabravinha e Morosos Presidente - Agenor Ferreira S
Ass. de Peq. Prod. Rurais de Terra Boa- Fazenda Caroá Presidente - JoséCarlos Oliveira Filho
4. Ass. de Pequenos Produtores de Baixa Grande Presidente - João Batista Pereira Brandão
5. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Areias Presidente - Osmar Dias dos Santos
6. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Barrocão Presidente - João Batista Chagas.
7. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Canudos. Presidente - Arakem Carvalho Miranda
8. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Capim Grosso Presidente - Valdenilde Grigorio de Carvalho
9. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Gameleirinha Presidente - Delson Fermino de Carvalho
10. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Jacuzinho Presidente - Oséias Dias
11. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Joaquim Alves Presidente - Maria Arlinda Lopes Borges
12. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Pajeú e Canudos Presidente - Jistiane Alves
13. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Portinhos Presidente - Ana Rita Francisca de Jesus Silva
14. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Santana Presidente - Iani dos Santos Serpa
15. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de São José Presidente - Leonardo Alves de Meira
16. Ass. de Pequenos Produtores Rurais de Umbuzeiro Presidente - Mariana Ferreira de Matos
17. Ass. de Pequenos Produtores Rurais do Pires Presidente - Delci Benicio dos Santos
18. Ass. dos Pequenos Produtores Rurais do Rio Bom Jesus Presidente - Ezico Santos
19. Ass. dos Produtores Rurais do Cruzeiro do Oeste Presidente - José Luiz
20. Assessoria Técnica Rural de Projeto Agropecuário Presidente - Raimundo Nunes
21. Ass. Dos Piscicultores e Pescadores da Margem do Rio Grande - ASSOPESC Presidente - Emiliano Gomes de Almeida
5 - ASPECTOS GEOAMBIENTAIS
O município de Riachão das Neves integra-se à microrregião do extremo oeste da Bahia, limitando-se ao Norte com os municípios de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia; ao Sul, com Barreiras; ao Leste com Angical e Cotegipe e ao Oeste com o Estado do Tocantins.
A sede do Município, localizada entre serras, apresenta um sistema de pavimentação que atinge 90% do total do arruamento .
Algumas localidades, que concentram boa parte da população, encontram-se em situação de vulnerabilidade, mas não chegam a formar franjas periféricas; contudo, apresentam problemas de falta de água e luz, além de moradias precárias.
O município apresenta vários ecossistemas, inclusive manchas de florestas, variados tipos de solos, clima, relevo e altitudes. As condições meteorológicas determinam a existência dos climas úmido, úmido a subúmido e seco a subúmido, contando com duas estações bem definidas: uma úmida e quente, de novembro a abril, e outra seca e fria, de julho a setembro.
As temperaturas médias anuais variam entre 14 e 34ºC; a pluviosidade média anual é de 700 a 1.700 mm.
A vegetação predominante é o cerrado arbóreo aberto, sem florestas de galeria. Os solos predominantes são o latossolo vermelho-amarelo-álico e a areia quartzosa álica.
Pertence à bacia hidrográfica do Rio Grande, afluente do Rio São Francisco, que banha o Distrito de São José do Rio
Grande e o Povoado Barra do Riacho, dentre outros.
A sede do município fica a 915 km da capital do Estado, estando a 54 km da cidade-pólo do oeste baiano - Barreiras.
Riachão das Neves tem acesso a importantes eixos rodoviário: BA-451; BR-242 (Feira de Santana/Barreiras); BR-020 e BR-135 (Brasília/Terezina)
USO DOS RECURSOS NATURAIS NOS SUBESPAÇOS
Subespaço 1 - Barreiras, São Desidério, Catolândia, Angical e Riachão das Neves.
De acordo o Mapa de Uso da Terra do Oeste Baiano (CAR, 1993), nas áreas cultivadas deste subespaço o grande predomíni é de culturas temporárias de sequeiro, mecanizadas, associadas ou não a pastagens, principalmente soja. Essas culturas ocupam 47% da área que vem sendo utilizada. A área é complementada com pastagem plantada, a partir da cultura irrigada. Esta é uma importante atividade que aí vem sendo desenvolvida, visando suplementar as chuvas no período de “veranico”.
Entre os sistemas em utilização, o de irrigação por arpersão através de pivô central, introduzido na década de 80, é o que prodomina atualmente. A consolidação desta atividade se tornou possível em virtude da disponibilidade de recursos hídricos de superfície de excelente qualidade, além do fato da alta produtividade alcançada por safra e da possibilidade de obtenção de 2,5 safras/ano contra 1,0 safra/ano em regine de sequeiro.
O peso da irrigação através de pivô central neste subespaço pode ser melhor avaliado ao se observar que a concentração do número de pivôs e sua correspondente área irrigada é da ordem de 69% en relação à região Oeste da Bahia com um todo, dos quais 65% estão nos municípios de Barreiras (31%), São Desidério (34%) eo restante em Riachão das Neves. Mais recentemente vem sendo cultivado sob regime irrigado a fruticultura e o café, com resultados iniciais bastante animadores. Este subespaço é banhado por rios perenes com vazões regulares, sendo alguns apropriados para pequenas centrais hidrelétricas.
LIXO
É recolhido diariamente na sede e jogado em terreno baldio a 2 km da cidade. Nos Distritos, o procedimento é o mesmo. Não existe reciclagem ou coleta seletiva.
ENERGIA
Não tem energia elétrica em todo o município, e algumas fazendas utilizam energia solar e grupo gerador.
GÊNERO
A maioria das mulheres no município exerce o papel de professora, pois o mercado de trabalho não oferece opções de emprego e renda. Uma quantidade razoável dessas mulheres exerce atividades informais, como:
Doces/Salgados Costureira Bordados Crochê Revendedoras
10% 10% 20% 20% 30%
PDRS - CAR/SEPLANTEC - 1997
A comunidade local está se articulando para fundar uma ONG ambientalista (ONG TAPUIA-SARAPÓ). Em janeiro de 2002 aconteceu o Grito das Águas do Sarapó - palestras e apresentações artístico-culturais mobilizaram os moradores em defesa das nascentes do Riacho Sarapó, que se encontra ameaçado pelas constantes queimadas e atividade de fazendeiros que devastam suas margens. A segunda edição do Grito das Águas do Sarapó está marcado para 18 e 19 de janeiro, culminando com uma caminhada às nascentes do Riacho.
Distritos: Cariparé (5.000 habitantes) e São José do Rio Grande (3.500 habitantes).

Povoados: Angical, Angicalinho, Areias, Aroeira, Baixa Grande, Barra do Riacho, Barrreirinho, Barriguda, Barrinha, Boa Vida, Boa Vista, Bomfim, Cachoeira I, Cachoeira II, Canabravinha, Canudos, Capim Grosso, Castelo, Caridade, Cruzeiro do Oeste, Currais Velhos, Enseada, Galiléia, Gameleirinha, Genipapo, Jacobina, Jacuzinho, Jardim, Junco, Lagoa, Malhada de Areia, Malhadinha, Moradas, Morosas, Neves, Pajeú/Canudos, Pajeú/Gerais, Papagaio, Pedra de Cal, Pequi, Pequizeiro, Pilões, Pintor, Pires, Pitombeiras, Poço Azul, Poço de Dentro, Poço do Mato, Portinhos, Porto do Rio Branco, Prazeres, Quati, Riachão do Pintor, Riacho, Salobro, Salobro Velho, Santana, Santo Estevão, Sítio, Taboquinhas, Tabua, Tapera, Umbuzeiro, Veados.
PROPOSIÇÃO DE PROJETOS - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL PARA A REGIÃO OESTE - PDRS (CAR/SEPLANTEC - 1997)
O PDRS Oeste da Bahia é composto por um elenco de projetos estratégicos que deverão ser implementados de forma integrada para se alcançar o impacto desejado de promoção do Desenvolvimento Sustentável para a região. Foram agrupados em três categorias apenas a título de identificação de sua área de maior impacto, sem que isso represente qualquer escala de prioridade, já que devem se concretizar em paralelo, atendo-se apenas para o prazo de implementação que pode ser curto, médio ou longo prazos.
I - Estruturantes
1. Saneamento
2. Infra-estrutura para Projetos de Irrigação
3. Energia Elétrica para os Centros Urbanos
4. Recuperação de Estradas Vicinais
5. Reestruturação do Aeroporto de Barreiras
6. Ampliação e Modernização dos Serviços de Telecomunicações
7. Implantação e Melhoria de Estradas Inter-regionais
8. Transporte Hidroviário
9. Apoio à Produção Agropecuária
10. Geração de Energia Elétrica
II - Produtivos
1. Indústrias de Derivados de Cana-de Açúcar
2. Diversificação da Base Produtiva Agrícola
3. Indústrias de Derivados de Leite
4. Complexo Agroindustrial de Frutas
5. Complexo Agroindustrial de Carnes
6. Ampliação da Irrigação
III - Sociais
1. Criação de Museus e Centros de Cultura
2. Conservação Ambiental
3. Apoio ao Cooperativismo e Associativismo
4. Assentamentos Humanos
5. Ordenamento Espacial Urbano
6. Construção de Habitações Populares
7. Fortalecimento e Desenvolvimento Institucional
8. Alfabetização de Adolescentes e Adultos Jovens
9. Reequipamento e Funcionamento de Hospitais Regionais
10. Fortalecimento e Implantação de Escolas Agrotécnicas
11. Promoção de Educação Sanitária e Ambiental
12. Estudo Populacional do Oeste da Bahia
13. Atualização do Mapa de Uso do Solo do Oeste da Bahia |